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Posted on jul 17, 2010 in Cinema

Invictus

Invictus

Assisti ao filme ontem, finalmente. Shame on me. “Invictus”, o filme, é baseado em um fato histórico: em 1995, Nelson Mandela, então presidente da África do Sul, arquiteta uma forma de unir brancos e negros por meio do rúgbi. Nos estádios, sul-africanos brancos torciam pela África do Sul. Sul-africanos negros torciam por qualquer time que jogasse contra a África do Sul. O que Mandela faz? Sugere o perdão. E a união.

Ver o filme após a Copa do Mundo é um pouco triste. Dá saudade rever o estádio Ellis Park, por exemplo. E ouvir “Shosholoza”. Como mostrado pelas emissoras de TV durante a Copa (e futebol também é cultura), trata-se de uma canção popular sul-africana originalmente cantada por trabalhadores estrageiros. Hoje, é quase um hino nacional. Em zulu, significa algo como “siga em frente”. Banzo da África do Sul 2010. Torcendo pra 2014 chegar logo.

“Invictus”, o filme, é para inspirar as pessoas – e não há nada de errado nisso. Como obra cinematográfica, a meu ver, peca pelo excesso de clichês (discursos, cenas grandiloquentes, música comovente). Ou seja: aquilo que faz “Invictus” ser um filme razoável é exatamente o que o torna “inspirador”, “necessário”, como diria o crítico Gustavo Cheluje. Assistam. É, também, uma aula de política e RP.

Abaixo, o poema que dá nome ao filme: “Invictus”, do poeta inglês William E. Henley (1849-1903), escrito em 1875 e publicado pela primeira vez em 1988. “Invictus”, o poema, foi a inspiração e o conforto de mandela durante os 30 anos de prisão. Henley, o autor, escreveu o poema no hospital. Uma grave infecção, na infância, fez com que ele tivesse uma perna amputada, já adulto.


Original Tradução

Invictus
by William E Henley

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.

Invictus
por William E Henley

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu – eterno e espesso,
A qualquer deus – se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei – e ainda trago
Minha cabeça – embora em sangue – ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda – eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

(Fonte: http://www.casadacultura.org/Literatura/Poesia/g12_traducoes_do_ingles/invictus_henley_masini.html)



Letra: Shosholoza Tradução para o inglês:
Shosholozah
Shosholozah
Ku lezontabah
Stimela siphum’ eSouth Africa
Shosholozah
Shosholozah
Ku lezontabah
Stimela siphum’ eSouth Africa
Wen’ uyabalekah
Wen’ uyabalekah
Ku lezontabah
Stimela siphum’ eSouth Africa
Go forward
Go forward
on those mountains
train from South Africa.
Go forward
Go forward
You are running away
You are running away
on those mountains
train from South Africa.


Trailer de “Invictus”


Ficha técnica de “Invictus”

Direção: Clint Esatwood
Roteiro: Anthony Peckham (basedo no livro “Playing the Enemy: Nelson Mandela and the Game That Made a Nation”)
Elenco: Morgan Freeman, Matt Damon
Indicado aos Oscar de Melhor Ator (Freeman) e Melhor Ator Coadjuvante (Damon)